Saturday, September 23, 2006

instantes.

existem situações pelas quais eu acredito que não mereça passar.
mas me passam.
eu sei que a gente não recebe cruz que não possa carregar, mas eu tenho de questionar em alguns momentos porque ela vai ficando tão mais pesada todo dia.
engraçado como há dois dias atrás eu pensei em fazer um post (alguns posts meus se perdem porque penso e não posso fazê-lo na hora e depois não sai mais como devia) que era sobre o poder da esperança.
não aquela esperança longínqua que parece ser difícil de ser alcançada. mas como alguma pequena coisa pode alegrar seu dia mesmo quando ele está péssimo e você acha que nada pode melhorar.
eu ia falar sobre uma porção de bons momentos que você pode colecionar durante o dia.
ia falar que dá mesma forma que algum gesto simples levanta seu ânimo, um gesto impensado também destrói toda uma felicidade construída aos poucos e com muito cuidado.
ia falar de dormir pra acordar melhor no outro dia.
aí não escrevi. teria ficado bonito.
mas como este novo post dois dias depois ia ficar parecendo que eu sou inconstante.
eu não, o mundo é que é. e eu, infelizmente, vou com a maré.
eu sou diferente. não é diferente querendo ser mais ou menos que outros.
é só diferente do que se tem conhecimento, do que é comum, do que se espera.
e dói e dói querer mudar. e eu quero.
porque assim não dá.
nunca mais para de doer, mas é tanta coisa que eu até esqueço às vezes.
não quero mais falar. de propósito. esqueci.
fim.

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