Tuesday, September 19, 2006

sometimes it's nothing at all.

volta pra casa depois de um dia cansativo é ruim.
calada e completamente alheia a tudo que está acontecendo dentro do carro uma sensação absurda de peso me toma.
incrível com o vazio pode tomar conta e preencher tanto. e ter esse peso sem fim. e o vazio é absolutamente nada. ausência de tudo que você queria.
é isso né? você tem muitas coisas mas só consegue notar a imensa falta do que você quer e não tem.
fica aquele chôro querendo sair e na verdade eu estou tão apática que nem lágrima consigo produzir.
e quando nem lágrima e nem palavra sai, sai suspiro.
e ele indica que não vejo mudança logo, e nada vai me mover.
e como já disse, nos dias em que nada me move, acho que o melhor que faço é ficar parada mesmo.
é estranho como nessas horas até as minhas características mais marcantes esmaecem. eu não polemizo, não argumento, não sorrio, não falo nada. calada. não dá pra exteriorizar.
quase uma boneca de pano encostada esperando mais uma noite passar pra me sentir melhor pela manhã.
se Deus quiser, amém.



vazio.
trabalhar, estudar, casa pra cuidar, pai, mãe, irmãs, cachorros, gato, coelho, contas pra pagar, planos pra fazer. quanto mais me encho mais espaço sobra. e é espaço que não preencho com absolutamente nada voluntário. injustiça.

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