Thursday, November 23, 2006

acho que eu me daria bem trabalhando na ortobom.

sim, porque descobri que a minha missão de vida é proporcionar conforto.
e não fui eu quem me colocou isto. é algo que veio de dentro da barriga da mummy junto com todo o resto do pacote.
é, quando menos espero me pego fazendo com que a sua vida fique o mais fácil possível, mesmo que pra isso a minha se torne um inferno na Terra.
e é então que você chega pra mim e diz: não faça isso, ora. pense em você primeiro.
aham.
amigo, esta é uma daquelas coisas que você não muda.
a diferença vai ser a maneira de lidar com isso. pronto, deu certinho o exemplo. até hoje eu passei a vida inteira tentando mudar tudo que não dava certo. ou pelo menos que eu achava que não dava. mas se pensar bem, tem coisa que não muda. continua lá igual, como você vai olhar pra isso é que vai trazer algo fora do comum.
é como nos filmes. ocinema usa de coisas da realidade para retratar histórias fictícias sobre a vida com algum propósito. existem inclusive aqueles que acreditam que o cinema, como ferramenta da "burguesia" é utilizado para manipular e formar opiniões e incitar atitudes das mais diversas. não sei se eu exatamente concordo com essa visão, mas também não é possível negar a teoria por completo. não é à toa que as pessoas se identificam, emocionam, repulsam algo no cinema, e também porque existe a censura e muita crítica e discussão.
mas sim, voltando. tudo que está no filme é real: pessoas, carros, casas, discussões, livros, citações, fatos que acontecem no nosso dia-a-dia. mas a maneira com a qual cada roteiro e diretor resolve pegar tudo isso e juntar é que faz com que um filme seja excelente ou fiasco. o fuzil está lá. quem vai atirar e porquê, quantas vezes, com que cara, se calado ou mudo e quem é a vítima é que transforma a atmosfera da sua opinião.
ah, tem exemplo clássico disso. 'as pontes de madison' (nossa, eu acho que já falei isso aqui). pense bem. este filme faz com que o ato de trair seja a coisa mais linda e justificável do mundo inteiro. mas você nem lembrou que era traição quando assistiu o filme, na verdade, né?
exato. como este muitos outros.
e como as minhas 'coisas que não dão certo', existem as que dão, as que eu não sei, as que não vejo, e as que vejo de um jeito limitado.
eu tenho as minhas coisas todas. muitas. um ser basicamente complexo (existe isso, meu Deus?). um monte de extremo junto.
ontem mesmo, a gente (amigos) discutíamos: poxa, eu queria ser mais assim, mais assado. esse meu jeito de ser só me traz tristeza e angústia, caio sempre na mesma. e vivo dizendo que vou mudar e não consigo. é, essência é o tipo da coisa permanente.
tem gente que muda? tem. mas é um policiamento diário, cansativo e perturbador. credo, no way.
and you really don't have to fit because you have. what if you just don't?
é engraçado isso. você quer ser de outro jeito por motivos pessoais ou porque o resto do mundo disse que seria melhor, implicitamente ou whatever?
e aí a gente chega naquela velha discussão, são as nossas vivências que fazem com que a gente tenha opiniões e queria alguma coisa e enfim a gente tá em sociedade e esta também nos influencia, então o que é querer algo por si só?
sei lá!
só sei que assim, agora, eu sou assim, não vou mudar e a tendência é, inclusive, piorar. mas eu não preciso mudar isso. e não é porque eu sei que em algum momento tudo vai funcionar não. é que dá pra viver muito mais em paz sem essa angústia toda.
ah samantha, então quer dizer que você desistiu? você não tem ideais? você vai deixar o mundo mandar e dizer o que vai ser da sua vida sem questionar?
nãããããão.
ah, então vai passar por cima de tudo sem ter nem pra quê? vai ignorar completamente o resto do mundo?
nãããããão.
eu vou é ter bom senso. como sempre digo que é a melhor virtude e eu tenho em quase tudo, menos quando se trata de mim mim.
porque o caminho mais fácil não é aquele em que eu dou menos trabalho. e mesmo que fosse, caminho mais fácil é revistinha infantil de ligar pontinhos. vamo lá né samantha, já passou essa fase (apesar de que eu adorava).
mas não se preocupem. eu resolvi isto. e agora vou sofrer a angústia de ser sincera e realista como muito preciso, deixar de sofrer por antecipação, para sofrer no pós mesmo. pelo menos faz mais sentido.
pelo menos é certeza que este blog aqui vai sobreviver.
sim, porque uma vez disseram que eu era pessimista, realista. não amigo, eu sou dramática, é diferente. mesmo quando eu acho que o pior vai acontecer, na verdade eu sofro mais por aquela ponta de esperança de que não seja nada do que eu previ, mas é.
os cortes pequenos finos são os que ardem mais. já cortou o dedinho com uma folha de papel?
that's it.
.
.
mas como eu não poderia deixar de dizer: se você cortar seu dedo numa folha de papel, pressione o corte como se quisesse fechá-lo e coloque na água corrente. acaba com o ardor e possível sangramento num instante. aí depois bota um band-aid do mickey com foldan :)

4 Comments:

At November 23, 2006 , Anonymous Saulo said...

Acho que a gente consegue solucionar todos ou a maoir parte dos problemas mudando apenas a maneira de olhar pra eles, tipo... de cima pra baixo...

Parabéns.

Bjo.

 
At November 23, 2006 , Anonymous O Capitão said...

amanhã com mais paciência eu leio até o fim... hoje eu fico com o primeiro parágrafo!


comentário sobre o 1o. paragrafo: SEJA EGOÍSTA! As vezes é bom!!!



palavra da verificação de palavras: "avrimrgv"

 
At November 23, 2006 , Blogger biasouza said...

eu me coroto toda semana com papel.
é incrivel, e sim, esses cortes são os pioooores omg :~

sempre bom te rever, tanto que no meu blog o link do teu tá assim, :P

mudanças são sempre complicadas, sejam elas por vontade propria, por consequencia de vivencias, pelo que os outros pensam... é sempre dificil.

e muito complicado tb é só sofrrer po´s o fato, a gente quer sofreer pro antecipação logo e aí se policia, mas acaba que não dá :(

beijão!

 
At November 25, 2006 , Blogger Sarah Cavalcante said...

Mudar.. mudar.. exige tanto de nós mesmo que a complexidade torna-se em tamanho... mas um dia conseguimos né? Mas acho que a mudança que vem pela nossa vontade é a mais importante.. é a que o nosso 'eu' fala o tempo todo e muitas vezes não queremos enxergar.. é da nossa subjetividade, da nossa própria necessidade.

:***


agora sofrer, todo mundo sofre se agonia, mas nunca deixe torna-se um eterno luto. né bom não..

 

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